Pintor português, Jorge Pinheiro nasceu em 1931, em Coimbra. Tirou o Curso de Pintura na Escola de Belas Artes do Porto, entre 1955 e 1963, onde foi professor de 1963 a 1976. A partir desta data, tornou-se docente da Escola de Belas-Artes de Lisboa.
No início da sua carreira, integrou o grupo “Os Quatro Vintes”, da qual tenho vindo a falar esta semana (juntamente com outros artistas portugueses).

Iniciando a sua produção artística num campo de tendência expressionista e figurativa, Jorge Pinheiro tomou contacto com o abstraccionismo geométrico após uma viagem pela Europa em 1966. Os seus quadros tornaram-se objectos cuja forma do suporte depende do elemento representado. A pintura ultrapassa os limites anteriormente impostos pelo suporte, passando a ser este um elemento condicionante. Nas suas pinturas de grande formato, as superfícies tornam-se campos cromáticos lisos povoados de formas geométricas elementares.

Em 1972, realiza a Prova de Agregação na Escola de Belas-Artes do Porto, mediante a apresentação da obra Outono . Nesta peça, o campo pictórico é estruturado através de linhas verticais e horizontais, que constituem zonas cromáticas bem definidas, sobre as quais surgem formas curvas dinâmicas.
A partir de 1973, retoma a tendência figurativa com um conjunto de quadros de temática religiosa e mística, organizados em séries temáticas (como por exemplo, a série dos bispos). Em 1979 foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, estagiando na École de Hautes Études en Sciences Sociales de Paris .
Expõe regularmente em mostras individuais desde 1958 e colectivamente desde 1954.

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