Hoje o Mundo está de luto pois todos perdemos uma das poucas pessoas que lutava para tornar o Mundo mágico e especial. Jeanne Claude, mulher de Christo (curiosamente falei deles aqui: https://julianapinto.wordpress.com/2009/11/08/sundays-inspiration-but-not-so-sunnyday/), morreu ontem em Manhattan, Nova Iorque, aos 74 anos, na sequência de um aneurisma cerebral.

Noticia do Público online:

“Christo está profundamente triste com a partida da sua mulher, companheira e colaboradora e está empenhado em honrar a promessa que fizeram um ao outro, há muitos anos: a arte de Christo e Jeanne-Claude irá continuar”, pode ler-se no site de ambos.

Jeanne-Claude ajudou a desenvolver os projectos artísticos do marido, trabalhando a seu lado desde que se conheceram, em Paris, em 1958. Foi aqui que Christo, e Jeanne, se viriam a ligar ao grupo de jovens artistas parisienses KWY.

Quase toda a gente conhece as obras-emblema que conceberam juntos: monumentos e edifícios marco de todo o mundo (o Reichtag de Berlim, a Ponte Nove de Paris…), embrulhados em tecido.

Jeanne-Claude estava lá, mas começou a assinar apenas a partir de 1994, quando Christo passou a “Christo e Jeanne-Claude”.

Um dos projectos mais emblemáticos assinados pelos dois aconteceu em 2005, quando colocaram, ao longo de 37 quilómetros, mais de sete mil arcos de onde pendiam panos de cor acafrão. A instalação “The Gates” foi vista por mais de cinco milhões de pessoas e custou a ambos mais de 21 milhões de dólares.

Nenhum dos dois artistas aceitava patrocínios para os seus trabalhos. Todas as suas instalações temporárias foram financiadas pelos trabalhos desenvolvidos em paralelo (litografias originais, colagens, desenhos preparatórios…).

“Quando passávamos por debaixo dos arcos, éramos parte daquela obra de arte. Não me lembro de mais nada que tenha tido esse tipo de impacto na cidade de Nova Iorque”, indicou o mayor Bloomberg referindo-se ao “The Gates”.

A artista plástica nasceu em Casablanca, Marrocos – no exacto dia em que nasceu Christo, a 13 de Junho de 1935 – mas foi educada entre a Suíça e a França.

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