Pio Silva, artista luso-descendente, nascido em Paris em 1970, viveu parte da sua vida na República Dominicana, tendo ainda passado longas temporadas no México, nas Bahamas, em Cuba, na Grécia e no Senegal. Todos estes locais, com as suas multiplicidades étnicas, tradições e estéticas próprias, contribuiram para a riqueza formal que se encerra na aparente simplicidade dos trabalhos deste artista.

Guantanamo III

Pio Silva utiliza materiais simples, como cartão, arame, lonas, acrílico, mas esta opção denota também a consciência da carga simbólica que lhes é inerente. O plástico – material universal, flexível e barato reflecte o nosso Zeitgeist e o mundo artificial em que vivemos – é uma das principais matérias empregues nas mais recentes séries de trabalhos. Numa delas, titulada Guantanamo, que integra a exposição The New Normal,  Pio Silva pintou sobre plástico transparente, um fundo invisível, camada por camada, sofrimento sobre sofrimento em memória de uma história desumana, triste e vergonhosa.

Trata-se portanto duma obra actual e desconcertante, onde materiais banais apresentam imagens densas e plenas de significado, em que temas dramáticos e profundos se apresentam em cores vivas e superfícies brilhantes. Pio Silva define-a como “arte rupestre contemporânea”, mas há nela também a urbanidade e o cosmopolitismo, as Antilhas e Paris, um cruzamento cultural que a enquadra na arte contemporânea.

Contactos: info@piosilva.com e www.piosilva.com

Actualmente na: Galeria Arthobler (www.arthobler.com) (http://projectovivarte.wordpress.com/2009/11/07/arthobler/)

 

Texto e imagem presentes no site do artista

O meu grupo de Área Projecto com o artista.

Imagem por: Rafael

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